





Orlando Stievano Filho, o popular Dinho Stievano
ACÁCIO FERRAZ FILHO
Quando vestiu pela primei-ra vez a camisa do Co-mercial Futebol Clube, no dia 11 de maio de 1941, ele tinha apenas 17 anos. O time era este: Tuani; Chico (Araldo) e Tagliassachi; Scomparim (Dinho Stievano), Dorival e Martins; Pilon (Chico), Ursinho, Araldo, Choca e Fiapo. Se não tinha certeza de seria de seu futuro, ao menos uma coisa ficou assegurada, naquele jogo contra o Piratininga, de Santo André, pela equipe juvenil: estava nascendo um amor muito forte entre ele e o alvinegro. A partir de então tornou-se nos mais de dezessete anos que jogou futebol pelo Comercial, seu grande ídolo, dono de um futebol invejável, disciplinado a ponto de nunca ter sido expulso pelos seus próprios colegas que consigo jogaram, como o maior craque que passou por Tietê.
Orlando Stievano Filho ou Dinho Stievano, falecido, nasceu em Cerquilho, naquele tempo pertencia a Tietê. É filho de Orlando Stievano e dona Isola Ruy. Tem um irmão: Orsine Stievano, falecido. Foi casado com a senhora Iracema Monteiro, desse matrimônio tiveram um filho excepcional, também falecido.
Dinho Stievano foi o jogador que mais jogou pelo Comercial
Dono absoluto da camisa 6 do alvinegro, Dinho Stievano nunca se recusou a cobrir outras posições. Defendeu seu time de coração jogando até mesmo de goleiro, passando por todas as posições, até de ponta esquerda.
Seu primeiro tento no alvinegro foi assinalado no dia 24 do ano de 1943, no jogo contra o Clube Comercial, da capital, quando o nosso alvinegro tieteense bateu seu rival, por 7 a 3.
Nesse jogo o Comercial Futebol Clube atuou com: Pucci; Lilo e Farah (Bonfante); Chico, Bertoli e Jacyro (Milton); Dinho Stievano (Lapiana), Cuba, Angelin, Gingo e Fiapo (Dinho Stievano). Nesse jogo Dinho Stievano jogou nas duas pontas e marcou 3 gols, na vitória do alvinegro por 7 a 4.
Admirador do futebol de todos os craques que dividiram com ele a historia do Comercial Futebol Clube, fanático pela Seleção Brasileira (assistiu às Copas do Mundo, no México, em 1970, na Alemanha, em 1974, em 1982, na Espanha e em 1986, outra vez, no México.
Quando estava trabalhando em São Paulo, para manter-se em forma fisicamente, Dinho Stievano costumava treinar com o time amador da Sociedade Esportiva Palmeiras. Lá ele também era chamado de craque, pelo seu futebol, recusando o convite para defender o alviverde, pois gostava demais do alvinegro tieteense. Dinho Stievano também defendeu o Unidos Clube, sagrando-se vice campeão da cidade. Jogou também no América Futebol Clube, no Esporte Clube Bela Vista e no famoso Regatas. Também em 1987, Dinho Stevano esteve participando do quadro de veteranos do Comercial Futebol Clube: Ângelo Uliana (técnico), Bico, Miltinho, Nino, Pelé, Mineiro, Laércio, Machia, Lito, Dinho Stievano, Elcio e Carlinhos Gardenal, Dalton, Ditinho, Zezico, Pitoco, Cadi, Xixico, Chico, Simãozinho, Valter Goldoni, Dioracy e Ademir Belo. Dinho Stievano jogou 17 anos no Comercial Futebol Clube e mais de 350 jogos.
29 de janeiro: dia mundial da luta contra a hanseníase
A Hanseníase é uma das mais antigas doenças que acomete o homem. As referências mais remotas datam de 600 anos Antes de Cristo, e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas o berço da doença. A Hanseníase é uma doença causada pelo Mycobacterium leprae, bacilo descoberto em 1873 pelo médico Amaneur Hansen, na Noruega. Em homenagem ao seu descobridor, o bacilo é também chamado de Bacilo de Hansen. O bacilo de Hansen é um micróbio que apresenta afinidade pela pele e nervos periféricos.
Trata-se uma doença infecciosa, crônica, de grande importância para a saúde pública devido à sua magnitude e seu alto poder incapacitante, atingindo principalmente as pessoas em faixa etária economicamente ativa comprometendo seu desenvolvimento profissional e/ou social. O alto potencial incapacitante da Hanseníase está diretamente relacionado à capacidade do bacilo penetrar a célula nervosa e também ao seu poder imunogênico. A transmissão se dá entre pessoas. Uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB), estando sem tratamento, elimina o bacilo pelas vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros), podendo assim transmiti-lo para outras pessoas susceptíveis.
O bacilo de Hansen tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem porque a maioria tem capacidade de se defender contra o mesmo.
O contato direto e prolongado com a pessoa doente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, aumentam a chance da pessoa se infectar.
Importante – Assim que a pessoa doente começa o tratamento deixa de transmitir a doença. Ela não precisa ser afastada do trabalho, nem do convívio familiar e pode manter relações sexuais com seu parceiro ou parceira. O tempo de manifestação da doença varia de 02 a 05 anos. Os sinais e sintomas mais freqüentes da Hanseníase são manchas e áreas da pele com diminuição de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar em qualquer parte do corpo, principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas.
Apesar de não haver uma forma de prevenção específica, existem medidas que podem evitar novos casos e as formas multibacilares, tais como: diagnostico e tratamento precoces; exame das pessoas que residem ou residiram nos últimos cinco anos com o paciente; O tratamento é gratuito e realizado nas unidades de saúde. Dúvidas, esclarecimentos e mais informações procure a unidade de saúde mais próxima da sua residência ou a Vigilância Epidemiológica através do telefone (15) 3285-2181, e-mail vetiete@ig.com.br ou na Rua dos Expedicionários, nº 261.
